Dies Domini

Sartre escolheu o absurdo, o nada e eu escolhi o Mistério - Jean Guitton

A minha fotografia
Nome: C.M.
Localização: Lisboa, Reino Portugal Padroeira: Nª Srª Conceição, Portugal

Monárquico e Católico. intransigente defensor do papel interventor do Estado na sociedade. Adversário dos anticlericais saudosos da I República, e de "alternativos" defensores de teses “fracturantes”. Considera que é tempo, nesta terra de Santa Maria, de quebrar as amarras do ateísmo do positivismo e do cientismo substitutivo da Religião. Monárquico, pois não aliena a ninguém as suas convicções. Aliás, Portugal construiu a sua extraordinária História à sombra da Monarquia. Admira, sem complexos, a obra de fomento do Estado Novo. Lamenta a perda do Império, tal como ocorreu.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

A Vida dos Outros - Das Leben der Anderen


No vigésimo aniversário da queda do Muro da Vergonha, muito já foi dito. Atente-se nos excelentes textos que têm vindo a ser publicados no Jornal “O Público”.

Apenas deixo aqui um alerta para a imperiosa necessidade de visionarmos o excelente filme A Vida dos Outros. Retrata a (felizmente) defunta RDA através da figura de um oficial da Stasi, personificado pelo actor alemão Ulrich Muhe, que nos oferece um papel assombroso na subtileza com que vai expondo a sua desilusão pelo sistema, face à corrupção moral dos seus superiores hierárquicos.

O amor, a política, a traição, a tragédia pessoal e colectiva. Na FNAC, passe a publicidade…

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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

A recorrente questão dos Crucifixos: será que posso?...

Os doutrinadores do Iluminismo julgaram que poderiam apagar do coração dos Homens todo o sentimento religioso, a ideia de Deus. Assim também o tentou o comunismo ateu. Assim o tentaram os agora tão incensados republicanos de 1910 (que conduziram ao 28 de Maio...).

Em vão. Estão condenados ao fracasso todos aqueles que professam o laicismo como a nova ideologia a ser imposta à sociedade.

Seria, caso por absurdo vencessem as suas teses, vertidas em lei, a ditadura de alguns sobre uma esmagadora maioria do tecido social.

O laicismo é inimigo da Fé, considera esta como uma ameaça e, assim, tenta reduzi-la a um espaço rigorosamente privado. Essa associação de meliantes, de carbonários, maçónicos e ateus militantes, inimigos de Deus, de Portugal e dos Portugueses, que dá pelo nome de "República e Laicidade", vem de novo, a "reboque" da novel decisão do Tribunal Europeu dito dos Direitos (?) do Homem, exigir a retirada de todos os Crucifixos das escolas portuguesas.


Deixo hoje aqui uma dúvida: será que posso colocar aqui, nesta humilde folha, a imagem de um Crucifixo sem que tal gesto ofenda o Estado Laico?

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Hoje é dia de LER...


Hoje é dia de LER...

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segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Velhos Relógios no Dia dos Fiéis Defuntos.


Deixei ontem, numa ourivesaria das Amoreiras, o meu " Tissot ", já com uma década, para uma " limpeza" à respectiva máquina.

Para hoje escolhi um velhinho "Cauny Prima", modelo afiançadamente "De Luxe", como se encontra gravado no verso do mesmo. Curiosamente, um luxo que nada tem a ver com o significado da palavra nos dias que correm... hoje, "luxo" quer dizer isso mesmo: luxo! luxo em todo o seu explendor.

Redondo, dourado, com um pequenino ponteiro dos "segundos" muito rápido e nervoso.

Dei-lhe corda, acertei-o e olhei bem para ele: ainda conserva todas as suas peças originais, o vidro forte com um risco bem visível... mas não lhe retira a beleza, pelo contrário, confere-lhe aquela "patine" dos Tempos idos...

E penso agora que o usei no pulso precisamente numa data tão especial: Dia dos Fiéis Defuntos. Há coincidências...

Com efeito, este velho relógio pertenceu ao meu pai ou ao meu avô João, já não posso precisar pois que inadvertidamente os "misturei" - ambos tinham o seu "Cauny"...

De quando em vez chamo-os à vida. Dou-lhes corda. É o acto possível que este pobre mortal pode fazer. Só Deus sabe onde os seus anteriores "proprietários" (somos donos de alguma coisa?) estão! Espero que na Sua Luz, pois acredito na Bondade d' Ele. Acredito com tanta força como aquele Centurião romano que, dirigindo-se a Jesus, Lhe disse: " Senhor, meu servo está de cama em minha casa, ficou paralítico e sofre horrivelmente. Jesus lhe disse: "Eu vou lá curá-lo". Respondeu o Centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. Pois eu sou também um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz ".


Resta-me, pois, a delicadeza deste "Cauny" que continua a trabalhar com o seu tique-taque imperceptível, tão imperceptível quanto o Tempo que ele marcou para aqueles que já não estão presentes.
///
Nota I: na foto, um "Cauny Prima" mas com calendário. No resto, igual na sua beleza.
Nota II: descoberta esta foto no blog " Santa Nostalgia". Com a devida vénia.

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domingo, 1 de Novembro de 2009

Todos-os-Santos de Deus.



A nossa história pessoal não é perceptível nem racional (para nós próprios) sem a construção de um projecto intimamente ligado a Deus, Deus esse que já muito fêz na nossa vida.


Celebrar a Festa de Todos-os-Santos é ter em mente todos aqueles que nos acompanham no Céu. E o Céu é.... ver a Deus.

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Salazar: A Political Biography.





"Salazar: A Political Biography" , by Filipe de Menezes.



Acaba de ser editado em Washington...

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sábado, 31 de Outubro de 2009

A poesia da Bíblia.


Das várias edições da Bíblia que tenho por cá, prefiro aquelas que começam com esta (poética) tradução:

"No princípio Deus criou os Céus e a terra. A Terra era informe e vazia. As Trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas."
(sublinhado nosso).
(Difusora Bíblica - Franciscanos Capuchinhos)


De facto, nem todas as edições são literalmente iguais ou empregam os mesmos termos - apenas o sentido é perene. Contudo, uma escrita poética é mais consentânea com o nosso gosto...

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sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Do complexo de Esquerda na área da Saúde.


Ultimamente tenho tido necessidade de ir ao Hospital CUF Descobertas e este é, de facto, uma unidade onde não se respira um ar malsão, como é "apanágio" de todos os hospitais públicos.

Naquele existe limpeza (quase diria que se pode beijar o chão), sossego, apesar da grande afluência de utentes, rapidez e coordenação entre os serviços e especialidades, marcação de actos médicos com suporte de informação coordenada e em rede, enfim, sem dramas burocráticos.

Quando compreenderão os "nossos" políticos que têm de acatar os desejos e necessidades dos cidadãos, os quais, não sendo mentecaptos, não precisam de paizinhos no Poder para lhes dizerem o que é melhor para eles, tipo "Coreia do Norte"...

Pagamos, muitos de nós, inutilmente, um serviço péssimo (O Serviço Nacional de Saúde), e temos, em alternativa, de nos socorrer dos nossos seguros de saúde. Duplamente "taxados"!

Com a actual Ministra da Saúde, Ana Jorge, que transitou do anterior Governo (mais do mesmo...), nada temos a esperar - o seu complexo de esquerda não a deixa ver esta simples realidade: os cidadãos têm direito a escolher a sua rede de cuidados de saúde. Para quê "alimentar" com o dinheiro dos nossos impostos um serviço completamente degradado e desumano?

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quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Recolhimento IV


"Deus não te abandonou, estás salvo"

in "Que cavalos São Aqueles Que fazem Sombra No Mar?"
António Lobo Antunes




O Tempo, esse grande escultor (como diria a Marguerite Yourcenar), encarrega-se de nos dar algum discernimento. Por vezes apazigua a nossa torturada alma, ou através dele tentamos reconciliar-nos com a vida, tarefa nada fácil. Tarefa de todo um longo e sinuoso percurso, creio. Mas, curioso, já repararam que os homens, quando envelhecem (regra geral embora sujeita a excepções, claro), tornam-se mais belos e ternos? Mais humanos, perdendo aquele ar irritante de convencidos...

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terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Recolhimento III


“Acabei as orações às nove horas, de joelhos no tapete ao lado da cama, e por causa da chuva mal se percebia a sombra do salgueiro, percebiam-se gotas que acrescentavam vidro ao vidro deformando as roseiras à medida que desciam, os galhos primeiro finos, depois grossos, depois finos de novo e o cheiro da terra nos intervalos dos caixilhos (…).

in "Que cavalos São Aqueles Que fazem Sombra No Mar?"

António Lobo Antunes

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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Frei Bento Domingues e Saramago.

Frei Bento Domingues, no “Público” de ontem, Domingo:


“O êxito das palavras de Saramago não podia ter sido maior e mais rápido. Pôs o País a falar da Bíblia.”

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domingo, 25 de Outubro de 2009

José Tolentino de Mendonça e a Bíblia.

Frases fundamentais do padre e teólogo (e de um dos meus poetas preferidos!) José Tolentino de Mendonça, em diálogo com José Saramago ( in "Jornal Expresso" deste fim de semana):



“O terrível da História, a experiência do mal está em todas as vidas. Não há nenhum/a isenta. Não há vidas e instituições que não tenham sombra. A Bíblia é um teatro de Deus, uma reflexão sobre Deus.”

“Se quisermos fazer justiça à História, temos que perceber que o cristianismo está do lado dos heterodoxos, dos insubmissos, dos mártires, das vítimas.”

“A Bíblia é um grande património da humanidade, um lugar onde todos nos encontramos. A Bíblia é um coral de vozes humanas.”

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sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Obrigado, Saramago!


Subitamente, decidi voltar a ler a Bíblia de modo sistemático: vou abri-la no Génesis... o caminho é longo mas luminoso. Obrigado, Saramago!

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quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Saramago afinal acredita em Deus!


José Saramago veio hoje deitar mais achas para a fogueira, afirmando que “Deus é vingativo, rancoroso, má pessoa”.


Ora, afinal Saramago acaba de admitir que Deus existe! O homem tem coisas!

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terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Caim: um doloso desencontro com o Evangelho de Jesus Cristo.


“Lúcifer sabia bem o que fazia quando se rebelou contra deus, há quem diga que o fez por inveja e não é certo, o que ele conhecia er a maligna natureza do sujeito”.


José Saramago, in “Caim”.

Lembro-me do seu “Evangelho segundo Jesus Cristo" que li e que até me divertiu de certo modo, devido à sua grande capacidade de efabulação. Contudo, trata-se, de facto, de uma “falsificação” do Evangelho. Mas enfim, é uma obra literária. Todavia, tinha passagens que provocavam um grande silêncio. Como esta: “mas porque pressentiam que o tempo das sombras estava chegando na sua hora, e era preciso que começassem a acostumar-se, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva”.

O mesmo não se passa com este “Caim”. Do pouco que já pude ler, na Bertrand [ao meu lado estava uma velhinha agarrada ao livro, muito sossegadinha a lê-lo – talvez não tivesse posses para o comprar… de facto, € 16 euros por um livro pequenino (no número de páginas, não no ódio que ele contém) é excessivo…], detectei na narrativa nacos de prosa como aquela supra citada. Puro ódio! Uma obra apologética de puro ódio ao Catolicismo. Os actuais descendentes de Afonso Costa agradecem o obséquio.


Saramago julga-se dono da verdade e dono das nossas consciências. Está de acordo com a "religião" que professa: atente-se no que se passa na Coreia do Norte: se este rapaz pudesse, mandava-nos "reeducar" num campo de concentração...


Com efeito, José Saramago entende que “Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias pelos presumíveis representantes de Deus na terra, a quem na realidade só interessa o poder” .


Mas, que verdade? A dele, Saramago? O que é a Verdade? Estamos assim hoje perante a mesma pergunta que Pilatos fez a Jesus. Só que, tal como Teresa de Jesus, a nós Deus nos basta. E a Palavra do Seu Filho: “Eu sou a Verdade” – vide São João, 14, 6. E por aqui me fico: não é um tonto que nos retira a paz de espírito...

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segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

E se, de repente, não houvesse Deus?

E se, de repente, não houvesse Deus?" - interroga-se uma nossa leitora e vizinha destas andanças "blogosféricas."


Diz ela: "e se, de repente, não houvesse Deus?
E se andássemos ao engano?
E se isto não passar de uma ilusão?
E se a fé for um mecanismo (in) coerente do nosso processamento neurológico? "

São muitos “is” com efeito…

Contudo, relendo a vida dos Santos, constatamos que eles tiveram revelações extraordinárias, prodígios apenas explicáveis pela intervenção de um Ser que nos é superior, o qual, respeitando a nossa liberdade intervém, contudo, na nossa vida (e em tantos momentos!).

Creio que nos falta a todos nós (começando por mim) a leitura assídua e diária da Bíblia, esse Livro através do qual Deus nos fala (e que mesmo agora foi tão ultrajado por Saramago!), a fim de podermos repousar as nossas mentes tão atribuladas ansiosas e inquietas!

Com efeito, se percorremos a Bíblia é porque acreditamos em Alguém, confiamos nesse Alguém. Ora, essa confiança supõe um encontro e um reconhecimento da nossa parte. Esse Alguém tem algo a dizer-nos. Deus bate à porta do nosso coração: temos de abrir a porta, malgrado as trevas que nos toldam a inteligência e o discernimento, trevas essas que nos impedem de penetrar no Mistério.

Que caminho percorrer para encontrar Deus e sentir a Sua presença? Cada um de nós terá de dar resposta a esta questão, e encontrar essa "vereda". Mas que andamos inquietos é um facto. Mas também é sinal que não estamos alheados e a "dormir". Vemos, isso sim, o Tempo da nossa vida a passar velozmente, e sentimos que ainda não fizemos a nossa total conversão, à semelhança de um Santo Agostinho.

Mas creio que todos aqueles que nos precederam e hoje são considerados Santos não poderiam estar enganados. Creio firmemente na mensagem de São João: "Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu. E sabemos que o seu testemunho é verdadeiro." Como alguém que hoje escreva uma carta, alertando os vindouros: atenção, eu presenciei estas coisas...
Reclinemos pois a nossa Alma na Palavra de Jesus: “Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas e me interessarei por elas (…) como o pastor se preocupa com o seu rebanho”.




Nota: Sei que não te respondi, M., nestas breves palavras. Nem a mim próprio. Mas também vou meditar mais profundamente no Mistério.

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quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Teresa de Jesus.


Hoje a Igreja celebra a memória de Santa Teresa d' Ávila. Recordemos esta sua oração que, afinal, é um farol para a nossa vida:

"Nada te perturbe Nada te espante Tudo passa, Só Deus não muda. A paciência Tudo alcança Quem tem a Deus, Nada lhe falta. Só Deus basta. "

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segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Maria, nossa Mãe.


Neste 12 de Outubro aqui deixo as palavras sábias e de rara beleza de João Paulo II ( que tanta falta nos faz) sobre a nossa Mãe de Jesus:


"Em Maria, o reflexo da beleza de Deus mostra-se mais perto de nós, mais directo. A sua beleza é tipicamente espiritual: a beleza da Imaculada Conceição, prerrogativa única e exclusiva da Virgem de Nazaré...

A contemplação da Imaculada, ícone da santidade da Igreja, chama-nos à graça do Baptismo e desafia-nos a uma renovação contínua da vida"

(João Paulo II, discurso de 08 de Dezembro de 1996).

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quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Nossa Senhora do Rosário.

O dia de hoje pertenceu ( mas não pertencem todos?) à Nossa Senhora do Rosário.

A Virgem, segurando o Menino Jesus no colo, apareceu a São Domingos e ofereceu-lhe o Santo Rosário, através do qual contemplamos todas as fases do Evangelho: os Mistérios Gozosos falam-nos da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, da visitação de Maria a Santa Isabel, o nascimento de Jesus, a sua apresentação no Templo e Jesus entre os doutores da lei.


Nos Mistérios Dolorosos contemplamos a agonia de Jesus no horto, a Sua flagelação, a coroação de espinhos, o calvário, a crucifixão e Sua morte.


Nos Mistérios Gloriosos, meditamos na Ressurreição de Jesus, na Sua Ascensão aos Céus, a vinda do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e os Apóstolos, a Sua Assunção e Gloriosa Coroação.


E, hoje, por via de João Paulo II, foram acrescentados ao Rosário os Mistérios Luminosos, que se debruçam sobre a vida pública de Jesus, o Seu Baptismo, o Seu primeiro milagre nas Bodas de Caná, a proclamação do Reino dos Céus, a Sua Transfiguração e a instituição da Eucaristia.


Mistérios tão belos! Que pena esta minha indisciplina que me impede de rezar o Rosário todos os dias. Mas tenho de conseguir este desiderato. Agora. E não quando tiver tempo... aí pode ser demasiado tarde...

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segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

As Senhoras de Montalvo.



Nada estava programado para tal – uma viagem a uma quinta de um colega meu, sita no Douro, afinal não se realizou neste fim-de-semana alargado. Mas, os caminhos do Senhor são, de facto, insondáveis. Acabámos por fugir das comemorações da República aqui em Lisboa e fomos até Constância, terra onde tínhamos apenas parado para almoçar no mês de Agosto, apressados que estávamos para chegar a Coimbra. E, numa rápida impressão, ficámos agradados com o verde omnipresente, o azul do Tejo que beija a vila, a beleza das ruas, a elegância das casas senhoriais. E decidimos, “last minute”, passar lá estes três dias.
Ora, de Constância a Montalvo são meia dúzia de quilómetros. E que há para ver nesta última vila? As Clarissas pois então, que ousámos importunar no seu doce viver (apesar das dificuldades financeiras que sofrem), postas em relativo sossego no seu belo Convento, onde rezam por todos nós, mesmo por aqueles que não sonham sequer com a sua existência… E digo relativo sossego pois as Irmãs bem que sofrem a inclemência destes tempos de laicização da sociedade, da descristianização das gentes, que estão como que adormecidas para o Mistério.
Foi um belo encontro que tivemos com a Madre Superiora e com a Irmã Maria! Bem ajam, queridas Irmãs! Temo-las no nosso coração.
Queira Deus que as possamos visitar mais amiúde, pois é um deleite para a Alma refugiarmo-nos à vossa sombra.


Em tempo: no dia 4 de Outubro, as Irmãs celebraram a Solenidade de São Francisco de Assis na sua nova Capela, e na qual tivemos a honra de participar.
Nota: a foto foi retirada do blogue das Irmãs Clarissas de Montalvo: http://irmasclarissasmontalvo.blogspot.com/.
Com a devida vénia.

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A República está podre: restauremos a Monarquia!


Data nefanda, este 5 de Outubro: a República está podre, sem hipotese de recuperação. Restauremos a Monarquia!

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sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Memória de Santa Teresinha, a santa do amor.

No dia que ora findou, dia 1 de Outubro, mês do Rosário, a Igreja celebrou a memória de Santa Teresinha, essa santa tão amável, a santa do amor.


Oiçamo-la:


"Encontrei no outro dia umas palavras que me agradam muito, já não me lembro quem foi o santo que as disse; eram assim: "não sou perfeito mas quero sê-lo".


(Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face - in "Cartas" , pág. 347, Obras Completas, Edições Carmelo.)



O santo é... Santo Agostinho. Também aspiro a ser mais perfeito. Mas Deus sabe como é difícil...

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quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Sacanas Sem Lei!



O filme de Tarantino é inspirador: estas eleições legislativas elegeram um grupo de sacanas sem lei...

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terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Eleições, pão e circo.


No rescaldo das eleições legislativas, que deram uma (sofrível) vitória ao Partido Socialista, maçon e laico (onde estão os católicos deste País?!), atentemos na percentagem de abstenções: praticamente 40%!

Parece que os portugueses, afinal, não se interessam pelo “sistema democrático” e o respectivo método de eleger quem os governa (in casu, desgoverna…). Curioso: esta “gentinha” que hoje ocupa os corredores do poder andou a dizer-nos, mesmo antes do 25 de Abril, que durante o Estado Novo o pobre povo não podia expressar os seus anseios, através de eleições “livres”. Afinal, agora que temos um arremedo de democracia (estamos longe de uma Suécia ou duma Noruega), não querem ver que os ingratos viram costas ao dever cívico de escolher os seus “representantes” para a Assembleia da República e, consequentemente, escolherem o primeiro-ministro?


Afinal, as massas gostam é de “esmiuçar” gatos fedorentos e idiotices do género… pão e circo é que o nosso povo quer…

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sábado, 26 de Setembro de 2009

Eleições: Acorda, Portugal!

Vem a propósito, em vésperas de eleições, citar o “Compêndio sobre a Doutrina Social da Igreja, o qual salienta que “ o cristão não pode pretender encontrar um partido que responda plenamente às exigências éticas que nascem da fé e da pertença à Igreja: a sua adesão a uma corrente política não será jamais ideológica, mas sempre crítica, a fim de que o partido e o seu projecto político sejam estimulados a realizar formas sempre mais atentas de obtenção do verdadeiro bem comum, incluindo os fins espirituais do homem”.


Atenção, pois, aos grupos ocultos que estão representados neste Governo e… que tanto têm perseguido a Igreja Católica!

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quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Recolhimento II: um novo Outono.

O Outono chegou. E com ele inicio um “Moleskine, pois perco imenso material fiando-me na minha memória, que está péssima. Sequelas de grandes tormentos…

Levantei-me às 6H. Gosto deste horário matinal, pese embora o vício de me deitar tarde, andar sem destino pela casa, visitando a sua geografia, da sala para a cozinha (tentações gastronómicas…), desta para a sala. Sentar-me e assistir a um debate (perda de tempo mas que querem?), um filme… enfim, as horas escorrendo , a noite ficando cada vez mais breve, daí a pouco é madrugada e é preciso enfrentar um novo dia …

Na “Mexicana”, após um café e a leitura do “Público” (o Sócrates odeia este jornal… mas ele não odeia tudo e todos?!), Missa em São João de Deus, a única zona da cidade de Lisboa capaz de me reconciliar com este viver citadino. O ar leve e ainda fresco, virginal, da manhã. Jesus espera-me no interior da Igreja, construída num tempo em que esta Nação tinha um rumo e um ideal.

Igreja silenciosa, recolhida como eu gosto. Padre vindo do Leste…nada de “festarolas” a fazer cedências à “modernidade”…

Presentes a esta hora estão não os fiéis mas sim os fidelíssimos: aqueles que querem começar o dia cobertos com a Sombra de Jesus.

Como eu compreendo os membros da “Opus Dei” que iniciam escrupulosamente as manhãs com uma visita ao Senhor! Não conheço melhor forma de construir o quotidiano!

Recolhimento é a palavra que mais me ocorre nos dias que passam. Estou cansado de tanta agitação, de tantas acções menos dignas dos homens que deveriam ser solidários. Afinal, não somos todos irmãos em Cristo? Na prática, parece que não… tal o antagonismo que nos divide…
Lamento, mas não acredito (em geral) na bondade dos homens, muito menos na sua (falsa) sinceridade. Temos uma faceta muito selvagem que esta “civilização” não foi capaz de eliminar. Parece que vemos o outro como inimigo! E como esta atitude está longe da visão cristã!

Que fazer? Recolhimento do nosso ser parece ser a solução. Descansarmos na nossa intimidade, para reflectirmos e mergulharmos na sabedoria de Jesus, e transformarmo-nos por dentro. É uma luta de uma vida, lá isso é…

Virão dias cinzentos e frios. Virá a chuva com a sua música para nos fazer companhia. E, obrigando-nos a ficar em casa, esqueceremos a loucura da rua, e repousaremos o coração em Deus, nossa única Esperança.


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sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Recolhimento I

Estava mergulhado no caos da cidade quando pensei o bem que me fazia poder parar um pouco este frenesim em que se tornou a vida, poder usufruir de um período de recolhimento. Não se trata de férias, que delas regressei, mas algo como subir à montanha, entrar num mosteiro e mergulhar a alma em Deus. Ler sem pressa e tranquilamente as Escrituras, toda a Bíblia aliás, e esquecer o Tempo. Respirar devagar, sem sobressaltos e sem ansiedade. E esperar por Jesus.
Nota: foto - Friendship highway, Tibete.

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terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Fim de férias, pausas... mas com Fé. Não nos homens, mas em Jesus.


Um longo interregno. As (diminutas) férias, até interrompidas a meio, o cansaço, a sensação de inutilidade de tanta coisa...


Mas hoje lembrei-me de vir aqui para, muma nota pessoal (tudo isto é sempre pessoalíssimo...), referir a incontornável beleza das nossas Igrejas.


Costumo dizer que não me custaria nada deixar definitivamente este País, apesar da sua gloriosa História, única em toda a Europa. Mas é um País que nos cansa: nele, as gentes acotovelam-se na maledicência, no desejo de fazer mal ao próximo, na inveja, (até dentro da própria Igreja!), terra onde abundam os falsos "amigos", os oportunistas, aqueles que "não podem ver uma camisa lavada a um pobre"...


Apenas teria saudade das nossas Igrejas, cujo interior foi construído por mãos inspiradas, mãos essas que não tiveram continuadores: como se o homem de agora tivesse perdido definitivamente o "poder" de criar Beleza. Creio bem que o perdeu...


Precisamente por causa dessas obras verdadeiramente inspiradas, ficamos apaixonados por uma ou outra que nos toca na alma e no coração, tantas vezes distraído com o superficial.


É o caso da imagem que representa Nossa Senhora de Fátima e que se encontra na Igreja da Conceição Velha, ali na Rua de Alfândega. E onde, sobre o altar, se encontra uma esplendorosa imagem de Nossa Senhora da Conceição, sendo esta aliás a Sua representação que mais aprecio e pela qual tenho uma verdadeira paixão. Contudo, a imagem de que falava, com uma suave inclinação da cabeça, detém o doce olhar em Santo António que está a seus pés, com o Menino Jesus ao colo. E, por sua vez, esta imagem do Santo também é a mais bela que conheço. Nem em Pádua vi uma imagem dele tão radiosa, o rosto tão inocente, jovem (ele morreu jovem...) e puro.



Não sei se foi por um "acaso" que as imagens foram ali colocadas mas, de qualquer modo, trata-se de uma feliz conjugação desta "trindade" ali presente: Nossa Senhora de Fátima a olhar amorosamente para o Santo, a quem confiou o Seu Filho.

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sábado, 15 de Agosto de 2009

Assunção de Nossa Senhora: Mistérios da nossa Fé.


Assumpta est Maria in coelum gaudent angeli!


Neste dia, feriado nacional, nós crentes, comemoramos o grande Mistério de a nossa Mãe do Céu estar desde logo junto de Deus, como sinal de esperança nossa de que também não viveremos um sono estéril e eterno, mas sim que ressuscitaremos de corpo e alma, para usufruirmos de eterna Paz e Tranquilidade na companhia do Senhor.






Nota: Pintura de André Gonçalves (1686-1762): "Assunção de Nossa Senhora" - óleo sobre tela; Palácio Nacional de Mafra.

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sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Guerra do Ultramar: "Não Apaguem a Memória" dos nossos combatentes, brancos e negros!

“Resolução da Assembleia da República n.º 75/2009
Sobre a transladação para Portugal dos restos mortais
dos militares mortos na Guerra do Ultramar e a dignificação
dos talhões e cemitérios em que se encontram sepultados.

A Assembleia da República, tendo em conta a especial
importância para a dignificação de Portugal e da defesa
nacional e em nome de todos aqueles que morreram pelo
País, resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição,
recomendar ao Governo o seguinte:
1 — Continuar a apoiar o trabalho da Liga dos Combatentes
com meios humanos financeiros e técnicos e prossigam o seu trabalho no terreno na recuperação de cemitérios
e talhões até que os objectivos estejam concluídos.
2 — Acompanhar este trabalho, bem como facilitar,
quando possível, e de acordo com a vontade dos familiares,
o retorno dos restos mortais dos militares a Portugal
e às suas famílias, dignificando -se o Estado e a memória
colectiva dos Portugueses.”



É esta a resolução da Assembleia da República (Diário da República, 1.ª série, N.º 157, de 14 de Agosto de 2009), em linguagem algo contida e cifrada, que vem “lembrar” ao Governo (hipócritamente, uma vez que este está quase a ser "despedido") que ainda existe muito por fazer no que diz respeito à dignificação da memória de todos os portugueses que foram chamados a defender uma Nação que ao tempo se estendia do “Minho a Timor”. Memória essa que incomoda todos aqueles (como Mário Soares, Almeida Santos tantos tantos outros e os seus apaniguados maçónicos) que “dedicaram” a sua vida a destruir uma Nação velha de séculos e que “deu novos mundos ao mundo”.

Bem sei que estas palavras estão gastas, mas porventura não estarão todas?
Não obstante a perda de significado de palavras que traduziam comprometimento com um ideal de grandeza, nós bem sabemos que existe um certo vocabulário que ainda faz “tremer” todos aqueles que traíram Portugal e o seu destino.
Nota: a foto foi retirada do Blog "Praia da Claridade" :

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sábado, 8 de Agosto de 2009

Como explicar o amor?


Como explicar-lhe que ela é a mulher da minha vida? Há coisas que não sabemos explicar... apesar de, as mais das vezes, as mulheres serem incrivelmente distraídas e não darem valor aos "pequenos" pormenores do dia-a-dia...

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quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Apenas temos o Presente.



Ao cair da noite, diz-me ela que eu não consigo viver o dia-a-dia, o presente.

Pois não. É uma inquietação que não sei explicar. E nem sei se o mar me dá a cura temporária para poder suportar um ano inteiro de trabalhos e canseiras…

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